andar com o credo na boca

Ansioso, torturado, à rasca, na gíria mais popular.
E assim era, de facto, na origem. Que
remonta ao período em que se instaurou o Santo Ofício, em Portugal.
Durante esse tempo, especialmente para os judeus (os maioritários, pois também eram seleccionados muitos outros por outras razões…) que caíssem nas malhas da Inquisição, sujeitos a violentos e perversos interrogatórios, uma das primeiras coisas que exigiam aos acusados era a récita das principais orações da fé católica, onde sobressaia o Credo.
O indiciado deveria saber declamá-lo com desenvoltura de modo a convencer os inquisidores de que essa era, para ele, uma prática quotidiana. Significa que toda a gente deveria, para seu próprio bem, ter o credo na ponta da língua, que é como quem diz, era bom andar com o credo na boca
(ver Inquisição)

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(nos trabalhos não há mister choro, mas socorro)