pelourinhos


Segundo se lê na obra ‘Origens da Língua Portuguesa’, picota é palavra árabe e pilori, pilourinho ou pelourinho são vocábulos tomados do francês.

As duas expressões, picota e pelourinho, sinónimas por dualidade de funções, são, assim, vocábulos de origem distinta, cabendo, no entanto, a prioridade ao instrumento de justiça usado pelos árabes durante o seu domínio na Península.
O pelourinho, cuja origem parece ser incerta e que, historicamente, nos legou o feudalismo como atributo senhorial, era um pilar onde se amarravam os criminosos, condenados a serem expostos ao público, e estava, ordinariamente, colocado defronte dos paços municipais. Na maioria dos casos, guarnecia esta coluna uma golilha que se colocava ao pescoço do condenado, que assim aí se conservava de pé.
O castigo de estar na picota era infligido para punir os crimes de concussão, fraude e burla, praticados por quem, de forma ardilosa, usava de manhas e embustes em desfavor do seu próximo. Em geral, rezam as crónicas, eram vendilhões e tendeiros de géneros de gasto doméstico quem mais se expunha a esta vergonha pública.
Na organização dos municípios foi regra estabelecida, desde o século XIII, construir às portas das cidades e vilas, a casa da câmara (ou município), com o seu portal de brasão e, junto a esta, o campanário (ou torre sineira), o hospício (ou hospital), o alpendre (ou mercado coberto), a fonte (ou o chafariz) e a picota (ou pelourinho).

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