verdade de La Palice


(Hoje, visitei todos os pavilhões,
 se não contar com os que ainda não visitei.
almirante Américo Tomás,
 antigo Presidente da República – 1958 a 1974)

Dizer uma verdade de La Palice (ou uma lapalissada) é dizer uma evidência tão grande, que se torna ridícula.
Ora, então, nada melhor do que começar por dizer que, na verdade, não há qualquer verdade de La Palisse (existem as duas grafias). Explicando melhor:
O guerreiro francês Jacques de Chabannes, senhor de La Palice, nada fez para merecer esta fama, tão negativa e tão comummente apregoada.
Foi, ao que consta, um exímio guerreiro e até se celebrizou em várias campanhas. Porém, em Pavia, viria a ser morto em combate. Os seus soldados, impressionados com o seu denodo e galhardia, em sua honra viriam a compor um toscos e ingénuos versos que diziam:
O Senhor de La Palice / morreu em frente a Pavia. / Momentos antes da sua morte / podem crer, ainda vivia.
Ora, os seus soldados pretendiam, sim, era dizer que Jacques de Chabannes lutara ardorosamente até à morte, ou seja, momentos antes da sua morte. Os versos saíram mal.
Daí que a verdade sobre a sua morte, a lapalissada, (uma grafia) não teve nada a ver com… La Palice (outra grafia).

 

 

 

(é uma surpresa inesperada)