se parece… é!

Todos os funcionários do Serviço (…) incluindo o seu Director, têm um Chefe; e o primeiro dever do funcionário para com o seu Chefe é a lealdade. As ordens que ele der executam-se integralmente, seja qual for a opinião sobre elas; e a atitude do funcionário deve ser tal que dê a impressão de concordar inteiramente com elas, sem mostrar, nem sequer dar a entender, que os pontos de vista do Chefe não merecem a sua aprovação”.
Isto pode parecer qualquer escrito caricatural sobre a necessidade de ‘respeitar as ordens do chefe’, como consta de todos os manuais e é prática corrente em todos os locais do mundo onde haja um Chefe mais os seus ditos subordinados. Mas, a si, talvez nunca lhe tenha passado pela cabeça que, neste Portugal do nosso contentamento, se tenha sido capaz do esmero de ir muito, mas muito, mais longe neste basilar conceito de Trabalho. Se não acredita no que lhe digo, então procure um Decreto-Lei assinado pelo Chefe de Estado, General Óscar Carmona e pelo Presidente do Conselho, Doutor Oliveira Salazar, publicado no “Diário do Governo” de 19 de Outubro de 1948, do qual foi retirado este excerto, no qual se estipula que os subordinados não só têm de obedecer aos seus chefes como, também, lhes “dar a entender” que estão sempre de acordo com as suas ordens…
(não consta que o Decreto tenha sido revogado…)

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