com pés de barro

Colosso com pés de barro é o enunciado completo que, geralmente, serve variados sujeitos.
De origem bíblica, colosso era o nome vulgarmente dado pelos gregos às estátuas de deuses, de proporções fora de comum. A principal era a de Apolo, conhecida como Colosso de Rhodes.

No seu uso comum diz-se de uma pessoa cujo poder repousa numa base frágil.
É uma alusão à estátua que apareceu, em sonhos, a Nabucodonosor e que Daniel, no seu Livro, capítulo II, versículos 31 a 34, interpreta da seguinte forma: ‘Eis aqui, ó Rei, o que haveis visto: uma grande estátua, de uma altura extraordinária, de pé diante de vós, com aspecto assustador. Sua cabeça era de ouro puro, seu peito e seus braços de prata, seu ventre e suas coxas de bronze, suas pernas de ferro, a parte superior dos pés também de ferro e a parte inferior de barro.’
Uma pequena síntese histórica:

O Colosso de Rodes, provavelmente construído entre 300 e 270 a.C., teria uma existência efémera já que um terramoto ocorrido em 224 a.C. destruiu a descomunal estátua. Os habitantes de Rodes não se atreveram a reconstrui-la por saberem  que o  Oráculo de Delfos havia indicado que a destruição do colosso significava que o deus do Sol, Hélio, a quem a construção pretendia homenagear teria ficado em fúria exactamente com a oferta. Os destroços da estátua – nos seus 70 côvados (32 metros) de altura , feita de ferro e bronze, uma das sete maravilhas do mundo – ficaram espalhados no local, ignorados por toda a gente.
Mais tarde, os árabes que conquistaram a ilha, venderam todos os pedaços da estátua a um mercador fenício que os teria carregado em quase mil camelos.
Uma engraçada referência final: em 2015, um grupo de profissionais ligados ao turismo, tentou aliciar patrocinadores com a ideia de reconstruir a estátua, desta vez  com 150 metros de modo a albergar um museu e salas de espectáculos. O megalómano projecto não resistiu à crise financeira grega.

 

 

 

 

(a soberba nunca desce donde sobe porque sempre cai donde subiu)