custar os olhos da cara

Custar os olhos da cara é qualquer coisa que tem um preço exorbitante e que, por isso, exige um sacrifício muito grande.
A origem do postulado disseminou-se com a expansão da cultura romana. Plauto, um escritor romano, dos anos 200 a.C., referiu em alguns dos seus textos o costume de arrancar os olhos aos prisioneiros e, também – a relevância estará, provavelmente, neste aspecto – aos governantes que se mostraram indignos dos cargos.
Particularmente, no caso destes últimos, a bárbara sentença tinha uma explicação entendida como admissível: os condenados tinham tido influência, fosse política, social ou militar e, mesmo que sujeitos à humilhação da deposição do cargo e ao vexame da prisão, a verdade é que a sua influência não se extinguia totalmente.
Então, a mutilação tornava-os dependentes, limitados, frágeis e, por isso, incapazes de voltarem a ser perigosos.
Além disso, de modo bem vincado – e aqui está a medida inteira da frase – , o castigo tornava cruelmente evidente que o crime tinha um preço elevado: custava os olhos da cara!
Que tal?…
(ver vale tudo menos tirar olhos)

 

 

 

(os maus são os camaleões do rei)

S.P.Q.R.

Letras que geralmente se encontram em monumentos romanos (ou com alusões) e que têm sido geralmente interpretadas como sendo Senatus Populusque Romanus (senado do povo romano).
O padre António Vieira, num dos seus sermões, contesta esta interpretação afirmando que a verdadeira seria uma invocação a Deus: Salva populum quem redemisti (Salva o povo que redimisTe).
Ainda outra conjuntural interpretação diz que será Sabinus populo quis resisteret, (quem resistirá ao povo sabino?).

Uma versão popular e anedótica usa as letras para estabelecer um curioso diálogo entre o Papa e alguém que, pilhericamente, lhe pergunta Sancte Pater, quare rides (Santo Padre, por que rides?); ao que o Papa teria respondido, invertendo a leitura das mesmas letras, rideo quia papa sum, ou rio-me porque sou Papa

 

 

 

(quanto mais o bode empina mais acerta a marrada)