quem tem boca vai a Roma

O Mário Gomes, companheiro dos tempos jornalísticos no Semanário, sempre lesto para a chocarrice, satirizava esta sentença dizendo tenho lá em casa um fogão, com quatro bocas, que nunca saiu da cozinha.
Afora esta ironia, mesmo percebendo que, na ignorância, perguntando podemos chegar mais acertadamente ao nosso destino, resta saber porquê, na expressão, o lugar era Roma. Porque não outro destino?
Talvez porque a expressão, tal como muitas outras, resulta da transformação do original que, essa sim, tinha todo o sentido com a cidade romana: Quem tem boca, vaia Roma.
Afinal, deveria ser assim um pouco por todo o lado que foi sujeito às invasões das legiões romanas.
Assim, temos uma alteração radical no sentido do aforismo.

Já agora, como dizia um sábio historiador romano, será mais fácil o Sol afastar-se do seu curso, do que se corrigirem este ou quejandos erros, que há séculos perduram.

 

 

 

(a caminho de Roma, nem mula manca nem bolsa vazia)