hip hip hurra

João Leopoldo, autor do século XVIII, explica que a expressão teria sido vulgarizada nas festas da cavalaria da Idade Média. Apesar disso a origem já seria uns quantos séculos mais antiga.
Hip seria a vocalização de Hep, as letras inicias de Hierosolyma est perdita (Jerusalém está perdida ou Jerusalém caiu).

Por sua vez a expressão final, Hurra, tem diversas causas e tantos serão, talvez, os seus defensores.
Virá dos romanos desde os tempos de Hadriano, dos cruzados ou cossacos, por fim até do paradigma anti-semitismo do ideário nazi. É, porventura mesmo que difuso, saliente alguma evidência de relação com os judeus, ao ponto de se admitir como grande a probabilidade de a onomatopeia derivar directamente de Hu-rai que, em hebraico, significa para o Paraíso.
Assim, na conjectura mais admissível, Hip hip hurra, na sequência da derrota sofrida pelos judeus às mãos de Nabucodonosor, seria Jerusalém está perdida vamos a caminho do Paraíso.
Louvemos os deuses por esta teoria.
Se não lhe agradar plenamente, admita que a onomatopeia Hurra não é mais do que isso mesmo: uma onomatopeia.
Pelo buril de tempo e da memória a expressão ficou-se pelos festejos de a caminho do paraíso. Ou coisa próxima…

 

 

 

(o melhor da festa é esperar por ela)