passar o Rubicão

Passar o Rubicão significa empreender, de um modo definitivo, irrevogável, uma empreitada ou uma tarefa arriscada de uma forma assumida, um pouco como se costuma dizer suceda o que suceder, ou dê para onde der. É, a frase, uma alusão à rebeldia de César contra o Senado Romano.
O Rubicão era o rio que separava a Gália cesalpina de Roma. Temendo um golpe de mão contra a cidade, o Senado declarou sacrilégio e condenava à morte quem ousasse atravessar o rio com um exército. Era um golpe assestado a César, a quem se recusava ao mesmo tempo, por instigação de Pompeu, a renovação do seu mandato na Gália, que acabava de conquistar. Aceitando a luta, César resolveu marchar sobre Roma com os seus legionários, orgulhosos com as suas últimas vitórias. Apesar disso, ao chegar às margens do Rubicão, vacilou em dar o passo que iria desencadear, necessariamente, a guerra civil e, então, conferenciou com os que o acompanhavam: uns animavam-no a atravessar o rio, outros, a que desistisse de tal intento. Enquanto César reflectia sobre a decisão a tomar, um prodígio, segundo narra Suetónio, fê-lo determinar: a aparição de uma figura sobre-humana que parecia apontar-lhe o caminho. César lançou-se ao rio, ao mesmo tempo que exclamava:
Vamos aonde nos chama a voz dos deuses e a iniquidade dos nossos inimigos. A sorte está lançada!
É esta última expressão (Alea jacta est) latina, que geralmente se emprega, nas mesmas circunstâncias, em que se diz passar o Rubicão.

 

 

 

 

(o rio corre porque o seu fim é acabar)