as pedras de Merlin…

No sul de Inglaterra, a poucos quilómetros de Salisbury, ainda se conserva um gigantesco monumento constituído por enormes pedras verticais coroadas por imensos lintéis, que encerram outros círculos de pedras espetadas no chão, tudo isto rodeado por um fosso circular. Apesar de não se saber com exactidão qual foi a sua utilidade, foi geralmente aceite como um local de reunião tribal ou centro religioso mas, de alguma forma, relacionado com a observação astronómica. É o monumento megalítico mais conhecido do país e uma das estruturas pré-históricas mais importantes e, também, mais impressionantes da Europa. Foi edificado em várias etapas ao logo do último período da Idade do Bronze, no terceiro milénio antes de Cristo, e o seu aspecto final é de cerca de 1600 a.C., no auge de uma época de prosperidade para os povos daquela região.
O estudo do conjunto permitiu averiguar a relação numérica dos blocos com umas formas de cálculo do calendário associado à sua posição de forma a permitir a observação dos astros. Em 1958, foram levantados cinco blocos caídos e o monumento adquiriu o aspecto que tinha antes da ocupação romana. Ao longo da Idade Média, Stonehenge foi interpretado como um centro cerimonial dos druidas e sustentava-se que aquelas pedras haviam sido carregadas pelo poderoso mago Merlin. Em 1740, o erudito inglês W. Stukeley afirmou que se tratava de um observatório astronómico mas, naquele tempo, ninguém deu crédito às suas teorias. Esta interpretação, hoje em dia é bem mais consensual.
Ainda que Stonehenge constitua o mais sofisticado dos monumentos astronómicos megalíticos e provavelmente, quase garanto, seja o local onde o solstício de Verão tem mais fulgor, a verdade é que não é o único: só no Reino Unido há mais de 800 anéis de pedra…

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