resvés…

Ainda a propósito do terramoto de 1755, conta-se que na altura referia-se a extensão da calamidade dizendo que ela tinha atingido tudo até mesmo… resvés Campo de Ourique.
Isto porque no traçado urbano da Lisboa oitocentista, os limites da cidade passavam pelo bairro de Campo de Ourique, que era tido como a parte final de Lisboa.
(ver enterrar os mortos e cuidar dos vivos)

 

 

 

(nasce toda a criatura com a sua ventura)

enterrar os mortos e cuidar dos vivos

Esta é uma expressão que nos ocorre em casos de calamidade. O interessantes aqui será, ao contrário do que geralmente é suposto, o facto de ela não ser devida ao Marquês de Pombal.
Teria sido o General Pedro de Almeida, Marquês de Alorna, que respondeu a D. José I, rei de Portugal, quando este lhe perguntou o que fazer diante das terríveis consequências do terramoto de Lisboa, em 1755: sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos, terá respondido.
Mas, ainda mais curioso, é o facto de o postulado não ser original.
Na sequência dos vários confrontos entre portugueses e castelhanos, que se seguiram à coroação do Mestre de Avis, D. João I, de Portugal, Fernão Lopes escreve, a propósito do cerco a Lisboa, em 1384: e isto assim feito, tornou-se el Rei com os seus donde partira. E os da cidade tiveram mui cuidado de soterrar seus mortos e pensar dos seus feridos.
(ver résvés)

 

 

 

 

(onde vais Mal? Onde há mais mal)