vai-te queixar ao bispo

Nos tempos coloniais brasileiros, talvez mais crucial do que a castidade, a fertilidade era atributo fundamental para o casamento. Por variadas razões, das económicas às sociais, de onde sobressaia a importância fundamental de povoar os novos horizontes abrangidos pela colonização.
Ora, neste enquadramento de prioridades e conceitos, até a própria Igreja aceitava que, antes do casamento, os noivos mantivessem relações sexuais, única maneira de o rapaz descobrir se a escolhida era (ou não) fértil.
Daí que não será difícil perceber o que acontecia amiúde: o namorado, depois dos prazeres da carne, deixava a rapariga a carpir as promessas feitas em vão. Em pranto ela ia queixar-se ao bispo que, na maioria dos casos, mandava os acólitos apanhar o finório e, na defesa dos bons costumes, juntava as famílias e procurava salvaguardar os interesses das partes.
(ver três vinténs, tirar os)

 

 

 

(faz um ano que lhe mordeu o sapo e agora é que lhe incha o papo)