vir com as mãos a abanar

Na primeira metade do século passado, no tempo das colheitas – especialmente no Alentejo – havia uma considerável imigração de trabalhares, chegados de todo o país.
Eles deveriam trazer as suas ferramentas para o trabalho. Aqueles que lá chegassem sem elas, ou seja, de mãos a abanar, davam a indicação de que não vinham muito dispostos a um trabalho sério.
Daí que vir com as mãos a abanar é, duplamente, não trazer nada: nem ferramentas nem vontade. Assim, generalizou-se que chegar de mãos a abanar, é não trazer nada ou, de um modo mais abrangente, não ter nada para oferecer.

(ver Inquisição)

 

 

 

(o pobre quando mete a mão no bolso só tira cinco dedos)